Atividades físicas e alimentação saudável evitam dispneia

A dispneia é um distúrbio respiratório que pode ser causada por diversos fatores. Pessoas que agridem o sistema respiratório e cardiovascular são as mais afetadas pelo problema. Em razão disso, abuso de cigarro, sedentarismo, falta de controle da hipertensão arterial, dislipidemia e diabetes constituem as principais causas para o surgimento do distúrbio. A dificuldade respiratória […]

Publicado dia 04/04/2017 às 19:00

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A dispneia é um distúrbio respiratório que pode ser causada por diversos fatores. Pessoas que agridem o sistema respiratório e cardiovascular são as mais afetadas pelo problema. Em razão disso, abuso de cigarro, sedentarismo, falta de controle da hipertensão arterial, dislipidemia e diabetes constituem as principais causas para o surgimento do distúrbio. A dificuldade respiratória também pode ocorrer por causas neurológicas ligado a tumores que afetam o centro da respiração no bulbo encefálico.

De acordo com o cardiologista João Marcelo Cavalcante Kluthcouski (foto), a dispneia abrange várias áreas da medicina. “Os pneumologistas têm a preocupação de afastar afastar o broncoespasmo ligado à bronquite, a destruição tecidual e, consequentemente, represamento aéreo da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica e a restrição pulmonar do derrame pleural, ou diminuição de sua capacidade vital pela pneumoconiose”, diz.

Os cardiologistas, por sua vez, preocupam-se com a falência da bomba cardíaca em decorrência das mais diversas cardiopatias. A Falta de condicionamento físico e alguns vícios, como o cigarro, fazem os indivíduos serem mais suscetíveis ao desenvolvimento da dispneia. Pessoas que praticam atividades físicas intensas sem preparo também entram nessa lista.

A dispneia pode ser facilmente evitada. Dessa forma, é essencial fazer atividades físicas regularmente e ter hábitos alimentares saudáveis, com frutas e verduras. “Além dessa combinação, é importante controlar o consumo de sal e comidas com muita gordura saturadas, isso reduzirá a probabilidade de sofrer com aterosclerose – acúmulo de gordura nas paredes das artérias.

O melhor método para o diagnóstico da despneia é a análise clínica. Conforme afirma o cardiologista, “a conversa entre médico e paciente é fundamental para a diagnose desse distúrbio. Desde a faculdade ouve-se que a clínica é soberana. Não há nada mais custo-efetivo do que uma história clínica e um exame físico bem feito.” O especialista completa dizendo que “os casos mais graves são resolvidos por meio de contato com o paciente, ouvidos, olhos e um estetoscópio, mas exames mais complexos existem para auxiliar o médico chegar ao diagnóstico correto.

Espirometria e a pletismografia são os exames mais específicos quando se pensa em dispneia de origem no aparelho respiratório. “A pletismografia permite mensurar diversos aspectos da respiração, como a força inspiratória ou expiratória, a resistência apresentada pelas vias aereas, qual a capacidade que os pulmões têm para receber o ar e qual a absolvição de oxigênio a cada ciclo”, explica João Marcelo. A espiometria por sua vez, é um teste que mede a quantidade de ar que uma pessoa é capaz de inspirar ou expirar a cada vez que respira, e a velocidade com que o faz.

Por não ser considerada uma doença, antes de tratar a dispeneia é preciso resolver os problemas que originaram o distúrbio. “O tratamento é dirigido ao fator causal, porque combate-se a dispneia evitando-se os fatores de risco e tratando-se bem da enfermidade de base”, salienta o cardiologista. E para os diferentes graus de insuficiência cardíaca há otimização por meio da farmacologia e o treinamento físico para incremento da capacidade aeróbica. Para evitar esse problema, é crucial ter uma alimentação saudável e praticar exercícios físicos regularmente.