Consumo diário de analgésicos afeta saúde do coração

O uso indiscriminado de remédios populares, como o paracetamol, contribui para o surgimento de doenças coronárias. Segundo o cardiologista Alessandro Felipe Arantes, especialista em eletrofisiologia invasiva, o consumo diário de analgésicos, mesmo que em doses baixas, além de desencadear problemas renais e estomacais, traz altos riscos para o desenvolvimento de doenças cardíacas, como a arritmia […]

Publicado dia 27/04/2017 às 11:00

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Email this to someone

O uso indiscriminado de remédios populares, como o paracetamol, contribui para o surgimento de doenças coronárias. Segundo o cardiologista Alessandro Felipe Arantes, especialista em eletrofisiologia invasiva, o consumo diário de analgésicos, mesmo que em doses baixas, além de desencadear problemas renais e estomacais, traz altos riscos para o desenvolvimento de doenças cardíacas, como a arritmia cardíaca.

Apesar da periculosidade, esse tipo de medicamento não é entendido pela literatura médica como um dos fatores clássicos de indução de arritmia cardíaca, entretanto, o eletrofisiologista esclarece que os anti-inflamatórios são comprovadamente ameaçadores. “Esse fármaco expõe indivíduos, principalmente em idade avançada, ao risco de doenças coronárias, inclusive o enfarto. Eles também podem desenvolver problemas como hipertensão e insuficiência renal crônica”, diz Alessandro.

Por conta dos problemas envolvendo a automedicação, é recomendado evitar o consumo rotineiro e em excesso de analgésicos. “Somente a avaliação e a prescrição médica garantem a eficácia livre de perigos”, alerta o cardiologista. O uso esporádico não traz grandes danos à saúde.

A arritmia mais comum, do ponto de vista epidemiológico e estatístico, é a fibrilação atrial. Embora idosos sejam mais acometidos pela doença, há grandes chances de jovens serem afetados. A fibrilação atrial implica em consequências graves como o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e expõe a riscos não só de morte, mas de desconforto, uma vez que é comum desmaios e sensação de fadiga.

A maioria das arritmias apresentam sintomas como fadiga, dor no peito, desmaios e palpitação. Todavia, a existência das arritmias assintomáticas, que apesar de não serem frequentes, existem. A única forma de aferir a saúde do coração é em consulta com o cardiologista. Exames como o Holter 24 horas e o teste ergométrico sinalizam quando há arritmias desconhecidas. “Nos primeiros sintomas ou desconfiança é essencial procurar um especialista”, aconselha o cardiologista.

As arritmias secundárias surgem em decorrência da falta de controle de fatores de risco tradicionais como a hipertensão, sedentarismo, obesidade e diabetes. Todavia, a medicina dispõe de recursos com boas possibilidades de cura para quando as arritmias não puderem ser evitadas. Entretanto, as chances de sucesso dependem do paciente buscar ajuda médica em tempo hábil de modo a não permitir consequências irreversíveis.

Existem dois métodos utilizados para o tratamento das arritmias, por meio de drogas antiarrítmicas e o outro por ablação com cateter. Este último é um meio invasivo, cujo operador destrói os circuitos da arritmia, o que proporciona a chance de cura, a depender do caso em questão. Situações mais graves podem demandar o uso de marcapasso, dispositivo intra cardíaco que controla os batimentos do coração.