Diversos alimentos aceleram ritmo cardíaco e podem provocar arritmias

O batimento cardíaco é comandado por elementos naturais que participam de um intricado mecanismo corporal. Existem, entretanto, alimentos que podem ativar a adrenalina e a noradrenalina estimulando os mesmos mecanismos dos elementos intracorporais. Segundo a especialista em cardiologia e nutróloga Claudinelli Avalrenga, é perigoso ingerir substâncias estimulantes. Em pessoas predispostas a problemas cardíacos, o risco […]

Publicado dia 29/03/2017 às 11:00

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Email this to someone

O batimento cardíaco é comandado por elementos naturais que participam de um intricado mecanismo corporal. Existem, entretanto, alimentos que podem ativar a adrenalina e a noradrenalina estimulando os mesmos mecanismos dos elementos intracorporais. Segundo a especialista em cardiologia e nutróloga Claudinelli Avalrenga, é perigoso ingerir substâncias estimulantes. Em pessoas predispostas a problemas cardíacos, o risco é ainda maior. “Nesses indivíduos há o aumento da frequência cardíaca, o que pode desencadear arritmias sérias que podem evoluir para desmaios, convulsões e, em alguns casos, à morte por fibrilação. A quantidade ideal para consumo depende da sensibilidade que a pessoa tenha a essas substâncias, ou seja, é individual”, diz.

Cafeína, nicotina, cocaína, ecstasy, alguns descongestionantes nasais, broncodilatadores, anfetaminas (substância usada para emagrecimento), metilfenidato (componente de medicação para tratamento de TDAH), entre outras, são substâncias estimulantes. No dia a dia, muitas vezes sem perceber, as pessoas ingerem elementos que estimulam os batimentos cardíacos. Os principais são o cafezinho, refrigerantes tipo cola, chocolate, repositores energéticos, etc. No entanto, cada substância afeta o sistema cardíaco em grau específico. “Embora todas sejam estimulantes, algumas são mais potentes e danosas que as outras”, alerta a especialista.

Consumir substâncias estimulantes pode desencadear palpitações – batidas anormais do coração – e taquicardia – batimento acelerado do coração. Esses sintomas costumam gerar mal-estar e falta de ar. Pessoas que ingerem continuamente desenvolvem irritabilidade, nervosismo e agressividade.

As pessoas mais propensas a desenvolverem problemas cardíacos por conta da ingestão de substâncias estimulantes são aquelas que já nascem com defeitos nos circuitos elétricos do coração. Todavia, há possibilidade de um traço genético tornar o metabolismo da cafeína mais lento, gerando arritmias após a ingestão dessa substância presente em vários produtos, como os termogênicos.

Conforme explica Claudinelli, os jovens estão mais expostos aos danos decorrentes do consumo de substâncias estimulantes. “A idade não é um fator de risco, mas de sabedoria. Pessoas mais velhas sabem como o seu corpo reage a essas substâncias e por isso reduzem a dose ou evitam”, afirma.

A presença no cotidiano de remédios que acarretam a arritmia, como broncodilatadores, descongestionantes, xaropes para tosse, suplementos nutricionais, afetam mesmo pessoas sem a predisposição, sendo que os sintomas se interrompem com o cessamento do consumo. Outros medicamentos podem raramente ter o mesmo efeito ou alterarem os circuitos elétricos do coração tornando-o mais sensível as substâncias estimulantes. como remédios de hormônios tireoidianos, diuréticos, alguns antibióticos e antidepressivos. Drogas ilícitas como cocaína, maconha, ecstasy e crack podem causar vários tipos de arritmias, inclusive letais. Dessa forma, o caminho mais salutar é utilizar remédios somente com prescrição e acompanhamento médico e evitar sempre o uso de drogas proibidas.