Efeito do amor no coração é sentindo de forma fisiológica, diz estudo

Segundo cientistas, a ocitocina é uma proteína produzida no sistema límbico cerebral – a estrutura do cérebro envolvida no processamento de sentimentos e sensações. Os primeiros estudos indicavam que a substância tinha o papel de lactação, sendo o hormônio responsável pela criação do laço entre a mãe e o filho, tendo em vista que o […]

Publicado dia 15/03/2017 às 11:00

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Segundo cientistas, a ocitocina é uma proteína produzida no sistema límbico cerebral – a estrutura do cérebro envolvida no processamento de sentimentos e sensações.

Os primeiros estudos indicavam que a substância tinha o papel de lactação, sendo o hormônio responsável pela criação do laço entre a mãe e o filho, tendo em vista que o toque com o recém-nascido estimula as glândulas mamarias e a produção de ocitocina pelo cérebro. Pesquisas norte-americanas vêm mostrando que essa relação vai além desse primeiro contato. Os cientistas acreditam que o hormônio seja responsável por quase toda ligação social entre mamíferos.

Para os cientistas que estudam a ocitocina, a frase te amo do fundo do meu coração não faz sentido, pois apesar do orgão produzir uma pequena quantidade do hormônio, os efeitos do amor no coração são sentidos de forma mais fisiológica do que emocional. Isso fica bem claro quando se pensa na pessoa que se ama ou amava. O coração acelera, as mãos ficam suadas sente-se aquele friozinho na barriga. Coisas típicas de quem está apaixonado. Mas, apesar de ser pouco perceptível, os efeitos do amor para o coração são positivos. No entanto, quem sofre com esse sentimento, pode sentir sinais físicos dessa dor emocional.

Os pesquisadores do New England Journal of Medicine divulgaram o caso de uma mulher que parecia ter um ataque cardíaco. Ela sentia fortes dores no peito e dormência no braço esquerdo – sintomas clássivos de enfarto. No entanto, a mulher tinha recebido a notícia que seu filho de 17 anos havia suicidado-se. Com isso, os médicos chegara a conclusão que o dano aparente no músculo cardíaco tinha mais origem emocional do que fisiológica.