Fibrilação atrial pode ocasionar AVC

Fibrilação atrial ou fibrilação auricular é uma das arritmias cardíacas mais comum em indivíduos com idade avançada e que possuem hábitos insalutares. Estatísticas indicam que a incidência da doença afeta 0,4% a 1% da população mundial. Estima-se que 5% a 10% dos brasileiros desenvolverão esse tipo de arritmia, principalmente na faixa etária dos 75 a […]

Publicado dia 05/06/2017 às 19:00

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Fibrilação atrial ou fibrilação auricular é uma das arritmias cardíacas mais comum em indivíduos com idade avançada e que possuem hábitos insalutares. Estatísticas indicam que a incidência da doença afeta 0,4% a 1% da população mundial. Estima-se que 5% a 10% dos brasileiros desenvolverão esse tipo de arritmia, principalmente na faixa etária dos 75 a 80 anos.

O cardiologista e membro titular da Academia Goiana de Medicina (AGM), Arnaldo Lemos Porto, explica que a principal característica da doença está associada aos batimentos rápidos e irregulares dos átrios do coração, que perdem capacidade de contração e, assim, não geram a sístole atrial normal. “A fibrilação atrial é classificada em inicial, paroxística, persistente e permanente.” A categorização é feita de acordo com o tempo de aparecimento e período de duração, sendo uma etapa importante para formulação do tratamento mais eficiente.

A fibrilação causa dor torácica, palpitações, dispneia, fadiga, tontura, síncope e pode apresentar complicação embólica ou exacerbação de insuficiência cardíaca. O fator mais preocupantes deste tipo de arritmia é a evolução para o quadro de acidente vascular cerebral. Segundo o cardiologista, isso ocorre porque a fibrilação atrial facilita a formação de coágulos sanguíneos no coração que podem se desprender e levar ao entupimento de artérias em diversas partes do corpo causando, por exemplo, o AVC.

Diversos fatores podem desencadear a fibrilação atrial, desde anomalia cardíaca congênita, dano ao coração causado por ataque cardíaco ou problema na válvula cardíaca. Pessoas que apresentam coração saudável também podem desenvolver a arritmia por meio do consumo de álcool, drogas ou alterações nas concentrações de alguns eletrólitos sanguíneos, explica Dr. Arnaldo Lemos. “Histórico familiar de fibrilação atrial, idade avançada e distúrbios cardíacos congênitos são fatores que aumentam o risco da enfermidade”.

Ademais, enfermidades cardíacas como hipertensão arterial, doença coronariana, insuficiência cardíaca, alterações das válvulas cardíacas, doenças congênitas do coração, doença pulmonar crônica e hipertireoidismo podem ser associadas ao desenvolvimento da fibrilação atrial.

Por isso, o cardiologista classifica os fatores de risco mais importantes em três níveis: fraco, moderado e forte. No espectro fraco figuram a condição do sexo feminino, idade de 65 a 74 anos, doença coronariana e tireotoxicose. Nos fatores moderados a idade é superior a 75 anos, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, fração de ejeção menor de 35% e diabetes mellitus. Já nos fatores fortes constam acidente vascular isquêmico, embolia prévia, estenose mitral e prótese valvar.