Fibrilação atrial: tratamento e prevenção

A avaliação da saúde do indivíduo com sintomas suspeitos é feita por meio do eletrocardiograma ou do Holter 24 horas e configura como crucial para indicar a gravidade, frequência dos sintomas, existência de doença cardíaca e problemas orgânicos da fibrilação atrial. “As opções de tratamento incluem medicamentos, procedimentos médicos e as mudanças de estilo de […]

Publicado dia 14/06/2017 às 16:00

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A avaliação da saúde do indivíduo com sintomas suspeitos é feita por meio do eletrocardiograma ou do Holter 24 horas e configura como crucial para indicar a gravidade, frequência dos sintomas, existência de doença cardíaca e problemas orgânicos da fibrilação atrial. “As opções de tratamento incluem medicamentos, procedimentos médicos e as mudanças de estilo de vida”, explica o cardiologista e membro titular da Academia Goiana de Medicina (AGM), Arnaldo Lemos Porto.

As técnicas disponíveis para o tratamento contam com a cardioversão elétrica, por meio da ablação por radiofrequência, com cirurgia cardíaca (procedimento de MAZE), uso de medicação antiarrítmica e, ainda, anticoagulação oral. “Os novos anticoagulantes introduzidos no mercado mundial há cerca de 7 anos têm facilitado o trabalho, pois são mais simples do que os dicoumarimicos, drogas de escolha nos últimos 50 anos. Eles possuem a mesma eficiência, porém oferecem mais segurança em relação a complicação mais temida destes medicamentos, o AVC hemorrágico”.

De modo geral, o tratamento é projetado para evitar a formação de coágulos, e assim reduzir o risco de derrame. Também objetiva realizar o controle de frequência, ou seja, permitir que os ventrículos tenham tempo suficiente para se encher completamente com o sangue e diminuir os sintomas, apesar de manter o ritmo cardíaco irregular.

Além disso, o tratamento busca restaurar o coração ao ritmo sinal, ou seja, controlar o ritmo de forma que os átrios e ventrículos trabalhem de forma sincronizada e melhore o bombeamento do sangue para o corpo. Para alcançar melhorias ainda mais significantes, almeja-se tratar qualquer doença subjacente que possa causar ou potencializar o risco de fibrilação atrial como, por exemplo, o hipertireoidismo.

Os avanços da medicina garantem prognóstico positivo para os indivíduos que sofreram com a fibrilação atrial. Dentre as medidas indicadas para uma boa qualidade de vida estão as mudanças nos hábitos de vida e o tratamento adequado das doenças concomitantes. Apesar de raros, alguns casos exigem procedimentos invasivos e acompanhamento médico frequente. Por isso, a prevenção se torna a melhor opção.

A prática de exercícios regulares e dieta equilibrada são essenciais para a prevenção da fibrilação atrial. “Deve-se evitar ingestão em excesso de álcool e o uso de drogas. O controle dos fatores de risco cardiovasculares, tais como hipertensão arterial, tabagismo, diabetes e obesidade também é de grande utilidade na prevenção da fibrilação atrial”, recomenda.