Novas técnicas de imagem permitem mais acuidade e sucesso com enfermidades cardíacas

O avanço tecnológico trouxe inegáveis conquistas para diversas áreas do conhecimento. Com a medicina não foi diferente. Por meio de equipamentos de ponta é possível ter acesso a recantos anatômicos detalhados, o que permite maior acuidade e planejamento na prática. A cardiologia foi profundamente beneficiada pelo desenvolvimento e aprimoramento dos exames por imagem, o que […]

Publicado dia 09/03/2017 às 02:22

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O avanço tecnológico trouxe inegáveis conquistas para diversas áreas do conhecimento. Com a medicina não foi diferente. Por meio de equipamentos de ponta é possível ter acesso a recantos anatômicos detalhados, o que permite maior acuidade e planejamento na prática. A cardiologia foi profundamente beneficiada pelo desenvolvimento e aprimoramento dos exames por imagem, o que permitiu ao cardiologista explorar de forma eficiente as doenças que atingem o coração.

O cardiologista Silvio Alessi (foto) diz que sua área passou por uma verdadeira revolução nos últimos 10 anos. Isso se deu por conta do relevante aprimoramento dos recursos tecnológicos no campo das imagens. “Eu trabalho com imagens há muitos anos e tenho acompanhado a evolução desta área. Já passei por imagens em duas dimensões (2D) a imagens em três dimensões (3D). O que temos hoje é uma evolução colossal”, avalia.

O médico tem à sua disposição, na atualidade, três modalidades de exames por imagem, o ultrassom, a radioscopia, que se utiliza da fluoroscopia e a imagem em 3D, obtida por meio do mapeamento eletroanatômico. Embora esses três métodos possam ser associados, a imagem 3D é a que mais detalhadamente explora as estruturas do órgão. Alessi ressalta que em alguns casos o exame em 3D é ainda mais fundamental. “Para pessoas que têm alguma má formação cardíaca, poder visualizá-las faz toda diferença”, destaca o cardiologista.

Na arritmia cardíaca, especialidade de Alessi, é possível inserir um cateter no coração e visualizá-lo em 3D, juntamente com as cavidades cardíacas a serem abordadas. A realização da ablação, procedimento destinado para promover a cura da arritmia, se tornou mais segura e eficaz com a visualização em três dimensões. Apesar de ser invasivo, o sucesso é grande com as ferramentas tecnológicas à disposição, já que os exames mostram o local do foco da arritmia em 3D, além de marcar para o médico onde tratamento foi efetuado.

O procedimento, que consiste em inserir um cateter até o foco da arritmia e a partir de então cauterizar esse pequeno tecido cardíaco, se tornou seguro e eficaz com as imagens em 3D. Alessi explica que as vantagens do mapeamento eletroanatômico também se dão pela diminuição da exposição do paciente e do médico a agentes radioativos (Raio X). “Com a imagem em 3D eu consigo ter maior dimensão da minha atuação no coração de cada paciente, além de diminuir a exposição dele e do operador ao Raio x”, informa. Isso torna o tratamento menos agressivo e mais salutar para o enfermo.

Como não é utilizado nenhum contraste ou outra substância para a construção da imagem em 3D, o mapeamento eletroanatômico não tem contra indicação e pode ser utilizado por todas as pessoas. Porém, por mais que sua eficiência seja comprovada, o Sistema Único de Saúde (SUS) ainda não possui esse tipo de exame disponível. Todavia, os planos de saúde garantem a seus segurados esse tipo de procedimento, que também está disponível nos melhores hospitais do Brasil.

A formação da imagem do coração leva cerca de 30 minutos e tem a facilidade de poder ser compartilhada para qualquer lugar do mundo. É possível que um médico, através de seu computador pessoal, envie o exame de um caso para outro profissional pedindo uma segunda opinião. Essa praticidade visa a melhora continua. “Hoje não precisamos abrir o paciente para fazer um procedimento, doenças que há 30 anos só poderíamos tratar com remédios, atualmente podemos intervir cirurgicamente e curá-lo. Todos os avanços só têm sentido, ajudar o paciente”, Alessi.