Obesidade na gestação é risco para mãe e bebê

A obesidade é um fator de risco à maternidade. Ela pode desencadear problemas na formação do feto e no nascimento do bebê. Durante o parto, mulheres obesas podem ter complicações, como alto risco de hemorragia pós-parto e aumento das lacerações vaginais decorrentes da passagem da criança. Existe também uma correlação entre obesidade nas mulheres em […]

Publicado dia 20/03/2017 às 16:00

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A obesidade é um fator de risco à maternidade. Ela pode desencadear problemas na formação do feto e no nascimento do bebê. Durante o parto, mulheres obesas podem ter complicações, como alto risco de hemorragia pós-parto e aumento das lacerações vaginais decorrentes da passagem da criança.

Existe também uma correlação entre obesidade nas mulheres em idade fértil e aumento dos casos de Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) – resistência a insulina desenvolvida durante a gestação. As que estão incluídas nesse grupo têm grandes chances de desenvolverem pré-eclâmpsia e eclâmpsia – aumentos da pressão arterial durante o parto.

Além das complicações supracitadas, há grande probabilidade do feto não desenvolver o sistema nervoso central de forma normal, causando má formação e consequências a seu desenvolvimento. Outro risco durante o parto, ligado principalmente a DMG, é a macrossomia do feto, quando o bebê nasce gigante.

“Se o bebê nasce maior do que o normal, ou seja, acima de 4kg por exemplo, há maior risco de dificuldade de o ombro do bebê sair pelo canal vaginal, de fratura de clavículas e injúria no recém-nascido do plexo braquial, que é o conjunto de nervos que controlam os membros superiores, além de ser associado ao aumento de admissões em UTI neonatal”, explica a endocrinologista Ana Paula (foto).