Bomba de insulina: como funciona, quando usar e não usar

Apesar de ainda não desempenhar com excelência a função do pâncreas, a bomba é benéfica no tratamento insulínico de quem tem diabetes. Ela funciona basicamente como um minicomputador e se constitui com técnicas peculiares que garantem o processo supracitado de liberação perene e dosada do hormônio responsável pela redução da glicemia. Pequena e prática, essa […]

Publicado dia 05/06/2017 às 16:01

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Apesar de ainda não desempenhar com excelência a função do pâncreas, a bomba é benéfica no tratamento insulínico de quem tem diabetes. Ela funciona basicamente como um minicomputador e se constitui com técnicas peculiares que garantem o processo supracitado de liberação perene e dosada do hormônio responsável pela redução da glicemia.

Pequena e prática, essa ferramenta complexa dispõe de uma cânula que perpassa o minicomputador, se abastece no reservatório de insulina e libera micro grotas desse hormônio no tecido subcutâneo do paciente. “A liberação de insulina é controlada pelo computador que apresenta dois momentos básicos, liberação contínua e liberação extra, dada nos momentos das refeições”, explica o endocrinologista Nelson Rassi. Em linhas gerais, segundo o endocrinologista, o reservatório fica dentro do aparelho, uma bomba projeta as gotículas de insulina por meio de uma cânula que atinge o tecido do indivíduo.

O dispositivo, entretanto, precisa de ajustes. Recomenda-se que a pessoa retorne ao médico até a obtenção do controle da doença. “Uma vez que o diabetes esteja bem controlado, o paciente retornará a cada quatro meses para averiguar a necessidade de fazer um reajuste no tratamento e outras variações comuns no diabetes, como alterações nos olhos, pressão arterial, pés, entre outros”, conclui.

As crianças que possuem diabetes são as mais beneficiadas com essa nova tecnologia. Rassi explica que apesar de incomum, a bomba pode ser utilizada até mesmo em recém-nascidos. “Os resultados desta ferramenta no tratamento de crianças são adequados. É mais fácil tratar um infante dessa maneira do que com seringas ou canetas”. Todavia, os responsáveis devem assumir a incubência do esquema terapêutico.

É válido ressaltar que o uso da bomba de insulina não dispensa averiguação e conscientização congruentes da doença. Rassi revela que existe no mercado uma bomba moderna, em que é aclopado ao minicomputador um sensor de glicose que mede continuamente os índices glicêmicos do indivíduo. Assim, o paciente sabe a qualquer momento, qual o valor de açúcar no sangue.

Contudo, o modelo mais comum no mercado não vem com esta tecnologia, de modo que o paciente precisa continuar medindo por meio da picada e leitura de uma gota de sangue. Apesar de ser mais utilizada por pacientes com diabetes tipo 1, a ferramenta é indicada para casos de indivíduos com diabetes avançado – quando pâncreas está totalmente fadigado – e quando a necessidade de insulina se assemelha ao diabetes tipo 1.

O fator limitante da implantação desta ferramenta é de ordem monetária. “O instrumento é caro e a implantação e manutenção também”, confessa o endocrinologista de modo sensibilizado. “O indivíduo deve ter condições financeiras adequadas ou ter suporte de um sistema de saúde que o ampare. Infelizmente a maior parte dos sistemas de saúde não oferecem esse subsídio”, lamenta.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tal procedimento. Em Goiânia, segundo Rassi, existe um programa de bombas de insulina promovido pela Prefeitura Municipal que, por motivos financeiros, está paralisado no fornecimento de novos instrumentos. “Há cerca de 140 pacientes nesse programa, mas não tem sido aceitas novas solicitações por falta de recursos”.

Além da questão de renda, o uso da bomba exige razoável compreensão de computação porque o instrumento é gerenciado por minicomputador e programa de liberação de insulina. “É comum pessoas com grau de instrução inferior terem dificuldades em trabalhar com a bomba”.