Medicamentos devem subir quase 4%

Recentemente a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) apresentou cálculos preliminares que apontam que os medicamentos terão um reajuste médio nos preços de cerca de 3,4%. O valor vai de encontro com os projetados pelas indústrias e consultorias participantes da Conferência Febrafar e Abradilan de Líderes do Mercado Farmacêutico, que aconteceu na sede da […]

Publicado dia 03/03/2017 às 11:30

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Email this to someone

Recentemente a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) apresentou cálculos preliminares que apontam que os medicamentos terão um reajuste médio nos preços de cerca de 3,4%.

O valor vai de encontro com os projetados pelas indústrias e consultorias participantes da Conferência Febrafar e Abradilan de Líderes do Mercado Farmacêutico, que aconteceu na sede da Febrafar, em São Paulo, nos dias 15 e 16 de fevereiro de 2017. Na ocasião vários dos participantes afirmaram que o reajuste neste ano ficaria abaixo da inflação.

Essa notícia terá grande impacto para o consumido, sendo que esse prioriza o preço na hora de adquirir medicamentos. Essa é uma das conclusões da pesquisa Análise do perfil de compra dos consumidores de medicamentos, realizada pelo Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Continuada (IFEPEC). Segundo a pesquisa, 45% dos consumidores trocam os produtos que procuravam por genéricos ou similares de menor preço; a quase totalidade desses clientes buscava economia.

A pesquisa teve como objetivo apurar as características de compras de medicamentos dos brasileiros, o tipo de medicamento adquirido, o percentual de consumidores que portavam receituário e o índice de troca de medicamento, bem como os motivos que levaram a essa troca.

Segundo a pesquisa, dos entrevistados que foram às farmácias, 72% adquiriram os medicamentos, contudo, apenas 24% compraram exatamente o que foram comprar, 31% modificaram parte da compra e 45% trocaram os medicamentos por vontade própria ou por indicação dos farmacêuticos.

“Esse fato demonstra a existência de uma característica muito comum dos brasileiros, que é não ser fiel à marca que foi procurar em uma farmácia, ouvindo a indicação dos farmacêuticos. O principal fator de troca é o preço, demonstrando que as pessoas estão mais preocupadas com o bolso”, explica o presidente da Febrafar, Edison Tamascia.

Tal afirmação se baseia no fato de que a pesquisa constatou que 97% dos entrevistados que trocaram de medicamentos compraram uma opção de menor preço.