Mulheres são as mais afetadas pela osteoporose

Metabólica e sistêmica, a osteoporose acontece quando o organismo não forma material ósseo suficiente ou quando o material ósseo é reabsorvido pelo corpo deixando a estrutura mais fina e suscetível a fraturas devido a perda óssea. Estimativas do Ministério da Saúde (MS) apontam que a doença acomete cerca de 10 milhões de brasileiros e é […]

Publicado dia 01/02/2018 às 01:07

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Metabólica e sistêmica, a osteoporose acontece quando o organismo não forma material ósseo suficiente ou quando o material ósseo é reabsorvido pelo corpo deixando a estrutura mais fina e suscetível a fraturas devido a perda óssea. Estimativas do Ministério da Saúde (MS) apontam que a doença acomete cerca de 10 milhões de brasileiros e é responsável por altos gastos com tratamento e assistência no Sistema Único de Saúde (SUS).

A perda de massa óssea é mais comum em mulheres na pós-menopausa e acima de 65 anos, em homens acima de 70 anos, adultos que sofreram fratura após os 50 anos, e adultos com condições associadas à baixa massa óssea, como artrite reumatoide ou uso de glicocorticoides. Esse grupo de risco deve realizar, periodicamente, exames preventivos, conforme indicação da endocrinologista Fernanda Loyola e Silva (CRM-GO 17061 / RQE 11500).

De acordo com a médica, o principal exame para diagnosticar a osteoporose é a Densitometria Óssea, pois permite medir a densidade mineral óssea e estabelecer a comparação com adultos jovens do mesmo sexo. “Com base nos resultados, é possível classificar o paciente como portador de osteopenia (grau que antecede a osteoporose) ou osteoporose propriamente dita. Outros exames podem ser úteis na complementação diagnóstica, como raio x de coluna e quadril, dosagem sanguínea de cálcio e vitamina D, dentre outros”.

Conforme diz a endocrinologista, se o diagnóstico e o tratamento forem feitos precocemente, é possível prevenir a perda óssea adicional e reduzir os riscos de fratura. A prevenção da doença também deve começar precocemente. “Desde a tenra idade os pais ou responsáveis devem incentivar o consumo adequado de cálcio e vitamina D”. Além disso, medidas simples como evitar o consumo excessivo de álcool, suspender o tabagismo e praticar regularmente exercícios físicos, potencializam a prevenção e auxiliam no tratamento da osteoporose.

A endocrinologista acrescenta ainda que não se deve aderir de maneira indiscriminada às dietas da moda que excluem derivados lácteos da alimentação os substituindo por bebidas vegetais, como leite de soja, arroz e de castanhas. “A lactose só deve ser evitada por indivíduos que comprovadamente tenham alergia ou intolerância. Não há comprovação científica de auxílio na perda de peso em se excluir a lactose da alimentação de pessoas saudáveis. Isso pode gerar um déficit no consumo diário de cálcio e favorecer a perda óssea”, alerta.