O coração da gestante e os cuidados com o peso durante a gravidez

A obesidade é um fator de risco à maternidade. Ela pode desencadear problemas na formação do feto e no nascimento do bebê. Durante o parto, mulheres obesas podem ter complicações, como alto risco de hemorragia pós-parto e aumento das lacerações vaginais decorrentes da passagem da criança. Existe também uma correlação entre obesidade nas mulheres em […]

Publicado dia 13/04/2017 às 16:00

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A obesidade é um fator de risco à maternidade. Ela pode desencadear problemas na formação do feto e no nascimento do bebê. Durante o parto, mulheres obesas podem ter complicações, como alto risco de hemorragia pós-parto e aumento das lacerações vaginais decorrentes da passagem da criança.

Existe também uma correlação entre obesidade nas mulheres em idade fértil e aumento dos casos de Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) – resistência a insulina desenvolvida durante a gestação. As que estão incluídas nesse grupo têm grandes chances de desenvolverem pré-eclâmpsia e eclâmpsia – aumentos da pressão arterial durante o parto.

Além das complicações supracitadas, há grande probabilidade do feto não desenvolver o sistema nervoso central de forma normal, causando má formação e consequências a seu desenvolvimento. Outro risco durante o parto, ligado principalmente a DMG, é a macrossomia do feto, quando o bebê nasce gigante.

“Se o bebê nasce maior do que o normal, ou seja, acima de 4kg por exemplo, há maior risco de dificuldade de o ombro do bebê sair pelo canal vaginal, de fratura de clavículas e injúria no recém-nascido do plexo braquial, que é o conjunto de nervos que controlam os membros superiores, além de ser associado ao aumento de admissões em UTI neonatal”, explica a endocrinologista Ana Paula.

A obesidade influenciará diretamente na qualidade da gestação. Por isso é preciso perder alguns quilos antes da gravidez. Entretanto, caso não seja possível, é necessário acompanhamento médico criterioso. Dessa forma é possível tratar adequadamente todas as possíveis complicações durante o parto, como aumento da glicemia, da pressão arterial, entre outros.

O pré-natal é uma fase decisiva na gestação das obesas. “A mulher tem que ser pesada mensalmente, deve estar mais atenta ao aumento da pressão arterial e da glicemia. A dieta deve ser cuidadosamente orientada com objetivo da gestante obter o mínimo ganho de peso, mas também garantindo uma nutrição fetal adequada”, esclarece a endocrinologista. É crucial impedir que a mulher faça por conta própria restrições alimentares ou dietas, já que o bebê necessita de nutrientes adequados à sua formação. A carência desses elementos vitais acarreta problemas à maturação do feto. “Na gestação é extremamente perigoso fazer dietas restritivas, pois elas podem atrapalhar o crescimento fetal”, lembra a endocrinologista.

O acompanhamento na hora do parto também é indispensável. Durante o pré-natal o obstetra identificará a evolução do feto. Diante das observações ele indicará o melhor parto. “Não existe contra-indicação ao parto via vaginal, mas somente o obstetra poderá dar a palavra final”, salienta Ana Paula. Uma equipe multiprofissional durante o nascimento é essencial. Caso ocorra algum problema devido a fatores de risco, inerentes à gravidez. O período de resguardo é determinado pelas condições do parto, não sendo necessário nenhum cuidado em especial se não acontecer nenhum incidente durante o nascimento.