Perimenopausa pode trazer prejuízos à qualidade de vida

Perimenopausa pode trazer prejuízos à qualidade de vida Problema antecede menopausa e costuma afetar as mulheres brasileiras a partir dos 48 anos Classificada como intervalo de transição, a perimenopausa se insere no processo de encerramento da fase reprodutiva natural da mulher. As alterações dos níveis hormonais podem gerar sintomas capazes de prejudicar a qualidade de […]

Publicado dia 07/02/2018 às 23:22

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Email this to someone

Perimenopausa pode trazer prejuízos à qualidade de vida Problema antecede menopausa e costuma afetar as mulheres brasileiras a partir dos 48 anos Classificada como intervalo de transição, a perimenopausa se insere no processo de encerramento da fase reprodutiva natural da mulher. As alterações dos níveis hormonais podem gerar sintomas capazes de prejudicar a qualidade de vida. A perimenopausa se manifesta em idade variável, geralmente com início de dois a três anos antes da menopausa.

Segundo a ginecologista Lorena Apolinário Martins (CRM-GO 12761), menopausa é a nomenclatura utilizada para definir o último período menstrual. “Assim como chamamos de menarca a primeira menstruação da adolescente, a menopausa é a última, sendo que é diagnosticada quando observamos 12 meses sem ciclos menstruais. É denominada precoce, se antecede os 40 anos, ou tardia, se acontece após Ginecologista LORENA APOLINÁRIO MARTINS (CRM-GO 12761) c em dia b os 50”, diz. Determina-se climatério (klimacter-grego-significa período crítico). O quadro clínico (sintomas) que antecede ou sucede a menopausa.

Desse modo, perimenopausa é a fase de interrupção da função hormonal ovariana normal, constitui os anos que antecedem e sucedem a última menstruação. No início apesar de apresentar sintomas climatéricos, a mulher ainda menstrua, mesmo que esporadicamente. Lorena informa que no Brasil, em média, as mulheres vivenciam a menopausa aos 48 anos. Dentre os primeiros sintomas estão a irregularidade menstrual, alterações de humor, metabólicas e do padrão de sono e, mais, tardiamente, fogachos (calores, sobretudo, noturnos, atrofia genital, diminuição da libido, alterações cardiovasculares e osteoporose).

Contudo, os sintomas característicos da perimenopausa variam de mulher para mulher. “Nessa etapa, apesar das alterações hormonais, enquanto a paciente apresentar ciclos menstruais ainda é possível engravidar”.

Estilo de vida saudável tende a contribuir para que essa fase de mudanças seja mais tranquila, no entanto, a medicina oferece fármacos e terapias que amenizam os danos causados pela flutuação hormonal. “O ginecologista é o profissional adequado para avaliar os sintomas individualmente, pois cada sintoma e cada paciente exige um tratamento específico”, indica a especialista.

Os sintomas podem se intensificarem após alguns meses, e por esse motivo, é essencial comunicar ao ginecologista as oscilações verificadas no corpo ou no ciclo para que se inicie o tratamento com antecedência e garanta melhor qualidade de vida. “Esse é um período natural, todas nós passaremos por isso. Fique atenta às mudanças e comunique seu ginecologista”, aconselha.