Polêmica: “mamografia é uma técnica ultrapassada e perigosa”

Lucy Kerr, especialista internacional em ultrassonografia pela Federação Internacional das Sociedades de Ultrassonografia da América Latina (Fisusal) e titulada pelo American Register of Diagnostic Medical Sonography dos Estados Unidos, afirma que a ultrassonografia é uma técnica ultrapassada e perigosa. A médica, que é engajada na luta a favor da abolição da mamografia, assegura que esse […]

Publicado dia 26/07/2017 às 16:05

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Lucy Kerr, especialista internacional em ultrassonografia pela Federação Internacional das Sociedades de Ultrassonografia da América Latina (Fisusal) e titulada pelo American Register of Diagnostic Medical Sonography dos Estados Unidos, afirma que a ultrassonografia é uma técnica ultrapassada e perigosa. A médica, que é engajada na luta a favor da abolição da mamografia, assegura que esse tipo de exame e ineficaz e traz maléficos às mulheres. “Foi prometido que esse diagnóstico reduziria a quantidade de mastectomias e a mortalidade por câncer de mama, entretanto, houve aumento de até 422% de mutilações desnecessárias, o que afeta profundamente a feminilidade da mulher e a expõe à radiação cancerígena”.

Na precursão dos estudos científicos que comprovam a ineficiência da monografia, Lucy desenvolve e realiza em consultório o diagnóstico por elastografia. Por meio desse método é disponibilizado, em imagens, informações sobre a consistência dos órgãos, estruturas e doenças. Kerr defende a ideia de que “quanto mais métodos de diagnósticos, melhores são os resultados” e por isso ela adota o exame tríplice US+Doppler+Elastografia, a comunhão entre a elastografia, a ultrassonografia e o doppler nas análises das mamas.

Segundo a especialista, a mulher se expõe a alto nível de periculosidade ao realizar mamografia. “Indivíduos que possuem mutação do BRca1 ou BRca2, genes que apontam pré-disposição ao desenvolvimento do câncer, potencializam a oportunidade em 4.5 vezes desta neoplasia quando tem contato com a mamografia ou quaisquer outros tipos de radiação”. Para a doutora, a mamografia agrava de forma severa as mamas densas, ainda não liquisubstituídas, ou seja, mamas jovens armazenam uma quantidade maior de radiação.

Aparelhos modernos de ultrassonografia detectam tumores de 5mm, um nível de precisão considerado satisfatório na detecção precoce. Por esse motivo, Kerr aconselha que os acompanhamentos sejam feitos desta maneira, pois “a US é inócua e pode ser feita durante toda a vida da mulher sem causar nenhum dano, por isso o rastreio pode começar aos 25 anos e ser repetido semestralmente em pacientes de alto risco, especialmente nas portadoras das mutações BRca1, BRca2 e ataxia-telangectasia (A-T)”. Estudos multicêntricos compararam a ultrassonografia e a mamografia. O ACRIN 6666 mostrou que um terço dos tumores presentes em mamas de alto risco só foram detectados por meio da US.