Radiação é perigo na mamografia?

Apesar de ser considerado o principal exame para o diagnóstico precoce do câncer de mama, alguns profissionais questionam o método alegando a exposição à radiação. No entanto, as especialistas em radiologia mamária são categóricas em relação ao assunto. O nível de radiação de uma mamografia é de 0,7 mSv, o equivalente a três meses de […]

Publicado dia 13/03/2017 às 16:27

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Email this to someone

Apesar de ser considerado o principal exame para o diagnóstico precoce do câncer de mama, alguns profissionais questionam o método alegando a exposição à radiação. No entanto, as especialistas em radiologia mamária são categóricas em relação ao assunto. O nível de radiação de uma mamografia é de 0,7 mSv, o equivalente a três meses de exposição ambiental. Vários estudos confirmam a importância da mamografia na redução da mortalidade pelo câncer de mama, por isso há tanta confiança na segurança do uso desse exame.

Além disso, os avanços tecnológicos possibilitam a redução na dose de radiação. As mamografias digitais são capazes de reduzir a radiação em até 50% se comparada com a mamografia convencional. A mamografia de rastreamento moderna (digital) emite baixa dose de radiação, portanto os riscos de saúde decorrentes desse exame são baixos e fazem com que o benefício da detecção precoce supere os riscos.

Técnicas mais recentes têm sido desenvolvidas, contudo, ainda não alcançaram a eficiência oferecida pela mamografia. Tais métodos podem ser empregados de forma complementar. Dentre eles, os mais comuns são a ultrassonografia, a ressonância magnética e a elastografia. Porém, esses exames não substituem a mamografia.

A elastografia é uma nova técnica de imagem de ultrassom que permite quantificar o grau de elasticidade dos tecidos por meio da pressão feita sobre eles. Conforme explicam as especialistas, essa novidade parte do princípio de que as lesões benignas são mais moles e as malignas mais rígidas, proporcionando a diferenciação das lesões apontadas pela ultrassonografia, podendo reduzir o número de biópsias desnecessárias. “Ela é utilizada de forma complementar à mamografia e ultrassonografia, que são os métodos diagnósticos que têm mostrado maior sensibilidade na detecção do câncer de mama.