Marcos da residência em Cirurgia Geral da Faculdade de Medicina da UFG

A residência em Cirurgia Geral da Universidade Federal de Goiás (UFG) conta, atualmente, com quatro alunos no primeiro ano (R1) e quatro no segundo ano (R2) e é reconhecida, principalmente, pelos projetos desenvolvidos, como os mutirões de cirurgia, realizados há dois anos. “Nessas ocasiões acontecem inúmeros procedimentos cirúrgicos em pacientes com doenças que apresentam uma […]

Publicado dia 11/05/2017 às 19:00

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A residência em Cirurgia Geral da Universidade Federal de Goiás (UFG) conta, atualmente, com quatro alunos no primeiro ano (R1) e quatro no segundo ano (R2) e é reconhecida, principalmente, pelos projetos desenvolvidos, como os mutirões de cirurgia, realizados há dois anos. “Nessas ocasiões acontecem inúmeros procedimentos cirúrgicos em pacientes com doenças que apresentam uma maior demanda do nosso serviço”, relata o chefe da residência Walter De Biase da Silva Neto.

Atualmente, como projeto, está sendo proposto aos residentes a realização de um Trabalho de Conclusão de Curso, com o intuito de estimular as atividades acadêmicas da Instituição. “Em 2017, após demorada luta do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da Associação Média Brasileira, também será instituído o terceiro ano da residência em Cirurgia Geral. Esta atitude permite qualificar a residência, bem como capacitar o residente especialista depois de formado à realizar cirurgias mais complexas, além de possibilitar mais segurança no manejo da cirurgia de emergência”, garante.

Ademais, outro marco da residência é a proposta de aprendizado teórico e prático. A parte teórica é composta por aulas preparadas pelo residente e comentadas pelo corpo docente do serviço. Na prática, o discente, sempre supervisionado, aplica o conhecimento teórico no atendimento ambulatorial, cuidados pré e pós-operatório nas enfermarias e na realização de procedimentos cirúrgicos com vários graus de complexidade.

Por tratar-se de um programa de ensino, o supervisor busca ajuda tanto na parte acadêmica do serviço quanto na parte assistencial para organizar as atividades dos residentes. Essa última é representada pelos médicos e corpo de assistência do Hospital das Clínicas e serviços de outras instituições. “Assim, buscamos complementar a formação do residente”, esclarece o chefe da residência.

Além da qualificação profissional, o comportamento do residente na sociedade requer atuação ética baseada em preceitos morais. Walter De Biase assegura que “esses valores fazem parte da avaliação dos residentes, sempre sendo salientados e cobrados quando necessário”.

Todavia, apesar de formar profissionais preparados para o mercado de trabalho, a residência de Cirurgia Geral não está isenta de dificuldades. A principal delas está relacionada à estruturação dos serviços que os residentes frequentam. “Essa estrutura depende do investimento em mais leitos e salas de cirurgia, bem como um pronto-socorro com volume maior de pacientes”, exemplifica o chefe do departamento.

Outra dificuldade enfrentada encontra-se na quantidade da equipe para auxiliar na orientação dos residentes. Isso acontece porque todo o corpo de médicos e professores do serviço se dividem entre a orientação da graduação, dos residentes e a assistência aos pacientes que procuram o serviço do departamento.