Diabete alterada pode causar hemorragia vítrea

A perda e o aparecimento de manchas e sombras no campo de visão podem sinalizar sangramento na parte interna e posterior do olho. O distúrbio, chamado de hemorragia vítrea, acomete o humor vítrio e pode estar relacionada a diversas doenças, entre elas a diabetes. Segundo o oftalmologista e especialista em retina Tiago Rassi, o vítreo […]

Publicado dia 04/04/2017 às 11:00

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A perda e o aparecimento de manchas e sombras no campo de visão podem sinalizar sangramento na parte interna e posterior do olho. O distúrbio, chamado de hemorragia vítrea, acomete o humor vítrio e pode estar relacionada a diversas doenças, entre elas a diabetes. Segundo o oftalmologista e especialista em retina Tiago Rassi, o vítreo é essencial à visão. “É uma substância gelatinosa e viscosa, formada por semilíquidos, fibras e células situadas no segmento posterior, que mantém pressão entre o cristalino e a retina, e dá forma esférica ao olho. Em termos fáceis, é um gel transparente que preenche e dá consistência e forma ao globo ocular”, explica Tiago.

Causas
Doenças autoimunes exigem cautela e cuidados perenes. O descontrole de enfermidades como a diabetes eclode danos em partes diversas do corpo. A retinopatia diabética avançada, por exemplo, contribui para a oclusão vascular, quando uma das veias ou artérias responsáveis por transportar o sangue para a retina é bloqueada por um coágulo de sangue.

Essa diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea gera a obstrução arterial e, em virtude disso, o organismo produz vasos patológicos na retina que originam o sangramento vítreo. “A hemorragia vítrea devido a diabetes ocorre somente naqueles casos mais avançados. A isquemia (contenção do sangue) causada pela retinopatia diabética pode produzir condições para o sangramento no vítreo”, explica o especialista.

Tratamento
Pessoas diabéticas que apresentam quadro de sangramento no humor vítreo necessitam, antes de tudo, fazer acompanhamento médico. O diagnóstico das causas da hemorragia é crucial para a reversão da situação. Alguns casos demandam cerca de um semestre de observação para identificar a reabsorção do líquido derramado. Quando não se nota essa refração, a intervenção cirúrgica é recomendada.

No casos mais avançados e persistentes, o oftalmologista sugere a vitrectomia posterior – retirada mecânica do vítreo com uma sonda capaz de expirar e cortar esse gel. “Dependendo da intensidade da hemorragia vítrea pode ocorrer baixa visual severa, sendo revertida com a cirurgia”, relata Tiago. A cirurgia melhora a oxigenação da retina e, algumas vezes, aumenta a qualidade da visão.