Óculos piratas trazem danos irreversíveis à visão

Pesquisa feita pela Associação Brasileira de Indústria Óptica (Abiótica) mostra que quatro em cada 10 pessoas compram óculos de sol, grau, ou armações piratas. De acordo com dados do Fórum Nacional contra Pirataria e Ilegalidade (Fnpc), divulgado em 2012, a venda de óculos piratas representou um total de 41% no país. Além de prejudicar a […]

Publicado dia 14/06/2017 às 11:00

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Pesquisa feita pela Associação Brasileira de Indústria Óptica (Abiótica) mostra que quatro em cada 10 pessoas compram óculos de sol, grau, ou armações piratas. De acordo com dados do Fórum Nacional contra Pirataria e Ilegalidade (Fnpc), divulgado em 2012, a venda de óculos piratas representou um total de 41% no país. Além de prejudicar a economia, esse objetos ameaçam à saúde ocular.

O diretor clínico da Fundação Banco de Olhos, o oftalmologista Antônio Pelágio Gonçalves Sagawa, alerta sobre os prejuízos do uso de óculos piratas . “Esse tipo de produto é ilegal e apresenta vários riscos à visão. Se a pessoa tem um doença ocular grave e compra um óculos falsificado, a vista dela ficará ainda mais prejudicada. É crucial escolher o local onde o óculos será comprado, conferir se o produto tem certificação do Inmetro e, no caso de dúvidas, consultar seu oftalmologista a respeito da validade do produto. A maioria das clínicas possuem aparelhos que verificam a presença ou não de fatores de proteção UVA e UVB nas lentes”, assegura o médico.

Óculos piratas, além de não filtrarem o espectro dos raios UVA e UVB, não protegem os olhos. “Esses objetos promovem maior abertura da pupila, o que permite aumento da passagem de raios solares via cristalino. Óculos solares de baixa qualidade também dilatam a pupila, ampliando o campo de entrada para os raios ultravioletas. Isso eleva o risco de catarata, de degeneração macular e, ainda, de câncer da pálpebra, devido a lesão da região mais sensível da retina, chamada mácula. É melhor ficar sem óculos do que usar esses”, aconselha Antônio Pelágio.

Várias pessoas ainda têm buscado as cópias dos óculos de grau, o que não garante o diagnótico correto e causa ametropia – erro da refração ocular que dificulta a nitidez da imagem na retina. “Isso pode deixar passar doenças intraoculares desapercebidas, como glaucoma, retinopatia hipertensiva e alguns tumores retinianos. É um erro que o paciente pode pagar caro no futuro”, corrobora.

De acordo com o médico, é preciso se certificar da qualidade da lente de grau, ter a certeza da dioptria e saber se a distância da medição entre as pupilas está correta. O mal posicionamento das lentes aumenta o desconforto ocular no fim do dia. “Cada pé tem seu sapato e cada olho tem sua lente necessária”, afirma o médico.