Recém-nascido deve fazer o teste do olhinho

Catarata é uma opacidade do cristalino – lente natural do olho responsável por parte da refração e foco da visão. Sua transparência é fundamental para a qualidade visual. Pessoas com catarata têm a visão nublada, o que pode tornar mais difícil tarefas como ler, dirigir ou interpretar a expressão das pessoas. De acordo com a […]

Publicado dia 12/03/2017 às 12:21

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Catarata é uma opacidade do cristalino – lente natural do olho responsável por parte da refração e foco da visão. Sua transparência é fundamental para a qualidade visual. Pessoas com catarata têm a visão nublada, o que pode tornar mais difícil tarefas como ler, dirigir ou interpretar a expressão das pessoas.

De acordo com a American Academy of Ophthalmology (AAO), mais de 20 milhões de pessoas acima dos 40 anos sofrem de catarata. Porém, essa enfermidade pode desenvolver-se ainda na vida intrauterina por causa de doenças infecciosas ou genéticas. “Na maioria dos casos é feito o diagnóstico pelo teste do olhinho ou exame oftalmológico no recém-nascido”, explica o oftalmologista e subespecialista em plástica ocular José Eduardo Simarro Rios (foto).

Infecção intrauterina (rubéola e toxoplamose), doenças metabólicas (galactosemia), trauma, doenças genéticas (trissomia do 21) e idiopáticas (sem causas definidas) contribuem para o desenvolvimento de catarata em crianças. Ela ainda pode ser hereditária, embora seja pouco frequente. Segundo o especialista, a criança com a doença pode apresentar olho torto, manchas brancas nos olhos, ausência do reflexo vermelho em fotos, dificuldades de aprendizado e locomoção.

Simarro afirma que “a catarata infantil é a forma mais grave da doença. Isso acontece porque a infância é o período mais importante para o cérebro receber estímulo visual e ‘aprender’ a enxergar. Se a enfermidade não for tratada precocemente, a criança pode ter a visão prejudicada de forma irreversível. Quando a catarata não é tratada e a opacidade não permite passagem de estímulos visuais com boa definição a criança pode ficar cega”, alerta o oftalmologista. O tratamento dessa enfermidade é feito com cirurgia.