Sindióptica dá dicas para escolher óculos infantis e evitar o excesso de radiação

Os óculos infantis parecem brinquedos inofensivos. Afinal, são encontrados facilmente em lojas de crianças, camelódromos ou bancas de ruas. Mas, será mesmo? O grande problema é que esses produtos geralmente são acessórios que só escurecem, mas não filtram a ação dos raios. Isso torna o acessório ainda mais perigoso para a saúde, já que no […]

Publicado dia 07/04/2017 às 16:00

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Os óculos infantis parecem brinquedos inofensivos. Afinal, são encontrados facilmente em lojas de crianças, camelódromos ou bancas de ruas. Mas, será mesmo? O grande problema é que esses produtos geralmente são acessórios que só escurecem, mas não filtram a ação dos raios. Isso torna o acessório ainda mais perigoso para a saúde, já que no escuro, as pupilas dilatam, e isso facilita a entrada de radiação.

Para adquirir óculos de qualidade, em conformidade às normas da ABNT, o ideal é procurar uma ótica de procedência. Os pais devem ficar atentos a artigos muito baratos. Desconfie se as armações tiverem rebarbas, manchas ou lentes riscadas. É importante se informar nas óticas especializadas sobre o melhor modelo para as crianças. O tamanho das armações, altura e cor das lentes do acessório também indicam quesitos de qualidade, alerta Leandro Fleury, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Material Óptico, Joias, Relógio, Cine-Foto e Bijuteria (Sindióptica).

Isto porque, óculos piratas usados sob intensa exposição solar, comprometem o sistema ocular infantil, pois as lentes não possuem o fator de proteção adequado de 400 nanômetros, unidade de medida padrão que define a qualidade das lentes. Além disso,da mesma forma que deve ocorrer com os adultos, os efeitos da radiação são cumulativos, em médio ou longo prazo podem provocar doenças nos olhos.

Uma proteção adequada deixa de sobrecarregar o sistema visual evitando o aparecimento de doenças lá na frente. Situações que, infelizmente, o Brasil já vem enfrentando de forma negativa, onde o índice de catarata é cada vez mais precoce, entre outros problemas de saúde visual, lembra Leandro Fleury.

A situação é ainda mais preocupante por causa do clima brasileiro. A alta incidência dos raios solares em países localizados próximo às zonas tropicais, caso do Brasil, intensificam os prejuízos à saúde da visão. O pterígio, formação carnosa que avança sobre a córnea, é uma doença comum em pessoas que vivem próximas à linha do Equador, de muita incidência de luz solar, por exemplo.

Na Austrália, um país de clima tropical como o nosso, os óculos de sol são parte do uniforme escolar das crianças. Brasil e Austrália são os dois únicos países no mundo onde o fator de proteção solar nas lentes é de 400 nanômetros e não de 380 como na maioria dos outros.

No Brasil ainda não há uma recomendação oficial sobre a idade mínima para se começar a usar os óculos de sol. Mas, oftalmologistas acreditam que quanto mais cedo, melhor, especialmente se as crianças estiverem na praia, ao ar livre ou em locais expostos à radiação ultravioleta pelas características mais sensíveis delas.