Atividade física ajuda no controle glicêmico

A prática regular e bem orientada de exercícios físicos está diretamente ligada ao desenvolvimento e manutenção de uma vida saudável. Além de atuar na prevenção, a atividade também faz parte do tratamento de diversas doenças e com o diabetes não é diferente. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a atividade física é […]

Publicado dia 13/06/2017 às 16:24

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A prática regular e bem orientada de exercícios físicos está diretamente ligada ao desenvolvimento e manutenção de uma vida saudável. Além de atuar na prevenção, a atividade também faz parte do tratamento de diversas doenças e com o diabetes não é diferente.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a atividade física é um dos pilares do tratamento da enfermidade e da vida saudável. Todo profissional de saúde deve ter como uma de suas prioridades a promoção da prática regular de exercícios físicos e o combate ao sedentarismo.

O exercício físico, quando bem indicado, resulta em vários benefícios. Segundo o endocrinologista Paulo Prata, o principal é a qualidade de vida e a longevidade. “Com a prática de exercício o metabolismo fica mais acelerado, isso gera um impacto positivo, já que o sedentarismo tende a dificultar o tratamento dos níveis de glicose”, explica.

A indicação do tipo de exercícios deve ser apropriada para cada paciente de acordo com a idade, considerando o tipo de exercício e a sua intensidade. Também deve-se realizar uma avaliação detalhada das complicações de saúde relacionadas ao diabetes – as quais poderiam ser pioradas pelo exercício –, incluindo controle glicêmico ruim, problemas articulares e complicações microvasculares e macrovasculares.

Paulo Prata ressalta ainda que “antes de iniciar um programa de exercício, o paciente deve ser avaliado por um profissional para ter as devidas orientações”. O médico destaca também os cuidados com treinamentos de alta intensidade. “Ele gera melhoras no controle glicêmico e na saúde cardiovascular dos pacientes com diabetes tipo 2, mas não deve ser indicado para todos”, alerta.

Os exercícios aeróbicos e de resistência estão associados com um declínio de mais de 30% na prevalência de hiperglicemia num período de 24 horas. “Podemos também escolher a atividade baseado nas preferências do paciente e em sua condição física”, explica o endocrinologista. Os exercícios mais indicados são caminhada, corrida, natação, hidroginástica, ciclismo, dança e ginástica aeróbica.

A eficácia do exercício para melhorar o controle glicêmico pode ser atribuído às características do programa de exercício aplicado, incluindo intensidade, duração e frequência. A intensidade da rotina é vista como a principal determinante da melhora subsequente no controle glicêmico.

Quanto à indicação do programa de exercício, o foco inicial deve ser na seleção do volume adequado do exercício. Paulo Prata explica que “uma quantidade não realista de exercícios pode reduzir a motivação do paciente, o qual consequentemente afeta sua aderência.”

Após selecionar o volume de exercício adequado, as características do exercício (frequência, duração e intensidade) podem ser usadas para adequar às preferências do paciente e sua habilidade funcional. De acordo com o médico, alguns pacientes podem preferir fazer exercícios mais frequentes com sessões mais curtas e de baixa intensidade. “Mesmo os rápidos, de leve intensidade, estão associados com melhoras substanciais no controle glicêmico, principalmente quando realizadas no estado pós-prandial, então o paciente pode ser encorajado a tal prática”, completa.