Exercícios evitam atrofia em pessoas com doenças inflamatórias intestinais

Segundo estudo publicado no Canadian Journal of Gastroenterology, Exercício e doenças inflamatória do intestino, atividades físicas são uma das práticas mais importantes para prevenir e aliviar os sintomas das Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), juntamente com os níveis de densidade mineral óssea, gestão do estresse e melhoria geral da saúde psicológica. Pessoas com DII perdem muita […]

Publicado dia 11/05/2017 às 11:00

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Segundo estudo publicado no Canadian Journal of Gastroenterology, Exercício e doenças inflamatória do intestino, atividades físicas são uma das práticas mais importantes para prevenir e aliviar os sintomas das Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), juntamente com os níveis de densidade mineral óssea, gestão do estresse e melhoria geral da saúde psicológica.

Pessoas com DII perdem muita massa muscular, principalmente quando a doença está em atividade, também é comum a perda de peso nesse período. Todavia, descobriu-se que essa perda muscular também ocorre na fase de remissão, além de indícios de atrofia das fibras musculares. Ou seja, perde-se massa muscular e, além disso, parte da que fica pode estar atrofiada.

A prática de atividade física, independente de qual seja, deve ser regular e com acompanhamento médico, e a alimentação deve ser balanceada. O exercício físico, junto à alimentação saudável e acompanhamento médico adequados podem ajudar em dois sentidos. Primeiro aumentar o intervalo de uma crise para outra. Segundo, quando a crise surgir, pode vir menos intensa ou com os sintomas atenuados, pois o paciente já estará com uma composição corporal adequada e seu organismo estará mais forte para recuperar-se mais rápido. O intestino inflamado pode não absorver de forma satisfatória todos os nutrientes, os exercícios físicos ajudam nessa função.

De acordo com o site Doença de Crohn e Colite Ulcerativa, os portadores da doença de Crohn têm maior probabilidade de desenvolverem perda óssea. Essa prevalência fica entre 22% a 55%. Apesar da causa ainda não ser totalmente definida, acredita-se que a desnutrição e a absorção nutricional deficiente contribui que adultos que tenham a doença venham a ter até 40% mais fraturas ósseas do que o normal. A musculação ajuda a prevenir a perda óssea porque estimula a produção de células ósseas e também ajuda a fixar o cálcio nos ossos, o que aumenta a densidade óssea.

Outro sintoma que incomoda muito os pacientes são as dores articulares e, mais uma vez, a musculação ajudará também nesse sentido, pois fortalecerá os músculos que dão suporte e envolvem as articulações. Todavia, é importante ressaltar que todos os exercícios devem ser regulados por um médico. Somente um especialista poderá decidir a intensidade de cada atividade de acordo com o grau da doença.