Atualização de vacinas: fique atento

Cartões de vacinas estão disponíveis no mercado destinados às crianças, adolescentes, ao homem, às mulheres e gestantes e aos idosos. As doses são oferecidas tanto em serviços públicos, gratuitamente, ou no setor privado. O infectologista, diretor técnico da Clínica Especializada em Doenças Infecciosas e Imunizações (Cedipi), João Guimarães Andrade, adverte que todos brasileiros devem dar […]

Publicado dia 20/04/2017 às 11:00

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Cartões de vacinas estão disponíveis no mercado destinados às crianças, adolescentes, ao homem, às mulheres e gestantes e aos idosos. As doses são oferecidas tanto em serviços públicos, gratuitamente, ou no setor privado.

O infectologista, diretor técnico da Clínica Especializada em Doenças Infecciosas e Imunizações (Cedipi), João Guimarães Andrade, adverte que todos brasileiros devem dar a devida importância a atualização do cartão de vacinação, que deve ser seguido o calendário de acordo com as idades prioritárias. “Devemos mudar o conceito de que as vacinas foram feitas somente para as crianças. A preocupação com elas são de extrema importância por estarem mais expostas aos agentes infecciosos e mais propensas a contraírem as doenças causadas pelos organismos patogênicos presentes dos diversos ambientes”, alerta.

O calendário vacinal está em constantes mudanças com o lançamento de novas vacinas e modificações quanto às dosagem e adequações do tratamento, que, no caso do público infantil, os pais devem contatar os pediatras ou médicos especialistas a fim de obterem as novidades quanto às imunizações. “A vacina Meningogócica deverá ser aplicada além dos primeiros anos de vida, com reforço em crianças de seis, onze, quinze e dezesseis anos. Essa foi uma mudança proposta pela Sociedade Brasileira de Imunizações, que foi referendada pela Sociedade Brasileira de Pediatria”, destaca João Guimarães. Ele informa ainda que, ao invés de indivíduos com um ano serem imunizados com a Meningocócica C, existe agora uma vacina mais abrangente e completa que é a Meningocócita ACWY, que possui outras bactérias que circulam no Brasil.

Com dezenas de medicamentos disponíveis nos calendários, o professor de doenças infecciosas do departamento de Medicina Tropical e Dermatologia da Universidade Federal de Goiás afirma que as vacinas são um dos instrumentos mais eficazes de se evitar o adoecimento e morte na infância. “A vacina, junto com as medidas de saneamento básico, é a melhor medida preventiva para se evitar as doenças infecciosas. Depois do saneamento básico, nada foi mais importante que a vacinação”, confirma.

O infectologista afirma que as imunizações são extremamente seguras e lamenta por alguns grupos antivacinas resistirem aos medicamentos por preconceitos, pela justificativa de que a criança precisa ter à doença para se adquirir resistência ou que medicação homeopáticas substituem as doses vacinais. Quanto aos efeitos colaterais, o médico é enfático: “é importante dizer que os efeitos colaterais graves nem chegam perto daqueles que podem ocasionar de uma doença”, observa. E ele completa dizendo que qualquer medicação pode ocasionar reações diversas, mas que raramente são graves. Em caso de perda do cartão de vacinas, o médico esclarece que é possível efetuar a verificação do antecedente vacinal na rede pública e que esse procedimento é de fácil acesso nas clínicas particulares, mas o especialista expõe que na dúvida é melhor vacinar. João Guimarães revela a vacina da dengue está prevista para lançamento no Brasil em 2016, mas que o custo por pessoa ainda não foi definido. Ele conta que a medicação protege em torno de 60% dos quatros vírus existentes, mas protege em até 90% as formas graves da doença. A vacinação da Meningogócica B é outra novidade aguardada pela medicina, devido à alta mortalidade, letalidade e sequelas envolvidas na patologia. A vacina já é encontrada em clínicas particulares, porém com alto valor agregado. As unidades em questão possuem algumas diferenciações, como doses menos reatogênicas e medicamentos mais avançados, como a vacina da gripe, com poder mais combativo, que a dose ofertada nos setores públicos de saúde.

Além da troca de informações com os profissionais clínicos é possível ainda os pacientes obterem informações preventivas por meio de aplicativos que proporcionam um guia de vacinação em que é possível consultar doenças relevantes nas regiões de destino e informação sobre vacinas em geral.