Nova composição da vacina contra gripe 2017

Influenza (gripe) é uma doença comum e potencialmente grave, podendo levar à hospitalização e mortes, além de absenteísmo nas escolas e trabalho. São estimados mais de 1 milhão de casos de infecção por vírus Influenza anualmente em todo o Mundo. A estratégia mais eficaz na prevenção de gripe é a vacinação, recomendada todos os anos […]

Publicado dia 31/03/2017 às 11:00

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Influenza (gripe) é uma doença comum e potencialmente grave, podendo levar à hospitalização e mortes, além de absenteísmo nas escolas e trabalho. São estimados mais de 1 milhão de casos de infecção por vírus Influenza anualmente em todo o Mundo.

A estratégia mais eficaz na prevenção de gripe é a vacinação, recomendada todos os anos pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Este ano, a vacina contra gripe estará disponível no Brasil a partir da segunda quinzena de março na rede privada (vacina tetravalente), e em abril/maio na rede pública (vacina trivalente).

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a atualização da composição das vacinas contra gripe deve ocorrer anualmente, com base nos principais vírus Influenza circulantes nos Hemisférios Sul e Norte, que são identificados por meio de amostras de pacientes enviadas para centros sentinela, distribuídos em todo o mundo. Neste ano-, os vírus Influenza circulantes nos países do Hemisfério Sul (incluindo o Brasil) e Hemisfério Norte (EUA e Europa) são praticamente os mesmos; diferentemente de anos anteriores, nos quais o H1N1 foi mais prevalente, o H3N2 é o de maior prevalência no mundo, inclusive no Brasil.

Para a temporada de 2017, a composição da vacina contra gripe trará uma nova cepa do vírus Influenza A/H1N1, visto que houve alterações genéticas em sua composição estrutural no último ano. Sendo assim, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou uma nova composição das vacinas trivalente e tetravalente contra o vírus Influenza/2017, de forma que deverão contemplar as seguintes cepas:

  • Influenza A (H1N1), subtipo Michigan/45/2015
  • Influenza A (H3N2), subtipo Hong Kong/4801/2014
  • Influenza B, subtipo Brisbane/60/2008
  • Influenza B, subtipo Phuket/3073/2013 (apenas para a vacina tetravalente)

Tanto a vacina tetravalente quanto a vacina trivalente são seguras e com poucos efeitos colaterais. A eficácia da vacina contra gripe depende da coexistência de cepas circulantes na comunidade e das cepas contidas na vacina, podendo variar de 40 a 90%, sendo menor em crianças e idosos, e nos indivíduos em condições de imunossupressão. Entretanto, mesmo com esta ampla variação de proteção, a vacina de gripe é capaz de atenuar os sintomas gripais e proteger contra as formas graves da doença, tornando-se uma ferramenta imprescindível para a diminuição do número de internações e mortes por Influenza.

Durante a campanha de vacinação da gripe, o Ministério da Saúde do Brasil disponibilizará apenas a vacina trivalente, priorizando grupos com alto de risco de complicações pela doença, como crianças menores de 5 anos de idade, idosos, gestantes, puérperas, portadores de doenças crônicas/imunossupressão, e profissionais de saúde. Entretanto, a SBP e SBIm recomendam que todos os indivíduos a partir de 6 meses de vida sejam imunizados; aqueles que estiverem fora da população alvo das campanhas de vacinação da rede pública, poderão vacinar-se na rede privada.

Informações do infectologista Dr. João Guimarães (Diretor Técnico da Clínica de Doenças Infecciosas e Imunizações (CEDIPI).