Quando o diabetes e a obesidade se cruzam na infância

Segundo a endocrinologista infantil Hercília Deusdará Cruvinel, crianças sedentárias apresentam um desbalanço energético. “Isso acontece quando elas consomem mais energia nos alimentos industrializados, muitas vezes fast-foods, do que gasta em atividades físicas e esportes, fazendo com que elas se tornem obesas”, explica a especialista. De acordo com a médica, obesos têm mais chances de desenvolverem […]

Publicado dia 19/03/2017 às 12:04

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Segundo a endocrinologista infantil Hercília Deusdará Cruvinel, crianças sedentárias apresentam um desbalanço energético. “Isso acontece quando elas consomem mais energia nos alimentos industrializados, muitas vezes fast-foods, do que gasta em atividades físicas e esportes, fazendo com que elas se tornem obesas”, explica a especialista.

De acordo com a médica, obesos têm mais chances de desenvolverem diabetes tipo 2, aumento da pressão e dos níveis de colesterol e triglicérides. O diabético, por sua vez, estando acima do peso, apresenta maior probabilidade de sofrer de doenças do coração, como hipertensão, aterosclerose, dislipidemia – aumento do colesterol e/ou triglicérides – e na vida adulta tem mais riscos de enfarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Na infância existe maior prevalência de pacientes com diabetes tipo 1 — cerca de 90% dos casos. Entretanto, com o aumento da obesidade infantil nos últimos anos, cresce a incidência do diabetes tipo 2 nessa faixa etária.

O diabetes tipo 2 é desencadeado quando o excesso de gordura corporal oferece uma resistência maior para a insulina agir. Com isso, o pâncreas passa a trabalhar mais e produzir mais insulina para tentar controlar o excesso de açúcar no sangue. Essa tentativa de equilibrar o organismo se dá até um ponto em que a sobrecarga de trabalho para o pâncreas é tão grande que ele começa a entrar em falência e assim surge o diabetes tipo 2.

Segundo a endocrinologista, em pessoas com diabetes tipo 1 que se tornam obesos, a insulina também tem mais dificuldade de agir. Com isso são necessárias doses maiores para que se tenha um bom controle glicêmico.