Vitiligo perinévico acomete crianças e adolescentes

Vitiligo é uma doença autoimune que manifesta-se em mais de 1% da população mundial, ou seja, uma em cada 100 pessoas sofre com essa enfermidade. O vitiligo é uma alteração da pele caracterizada por manchas completamente brancas, de vários tamanhos, que podem se localizar em qualquer parte do corpo, inclusive nas mucosas e nos cabelos. […]

Publicado dia 07/06/2017 às 19:00

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Vitiligo é uma doença autoimune que manifesta-se em mais de 1% da população mundial, ou seja, uma em cada 100 pessoas sofre com essa enfermidade. O vitiligo é uma alteração da pele caracterizada por manchas completamente brancas, de vários tamanhos, que podem se localizar em qualquer parte do corpo, inclusive nas mucosas e nos cabelos.

Estresse físico e emocional, traumas mecânicos e substâncias químicas, como derivados do fenol, são alguns fatores que colaboram para o surgimento da doença. Todavia, nem todos os casos de vitiligo têm as mesmas característica e se desenvolvem da mesma forma. O vitiligo perinévico, também conhecido como doença de Sutto, por exemplo, é capaz de determinar a despigmentação da pinta que deu origem as manchas.

O vitiligo perinévico acomete principalmente crianças e adolescentes, frequentemente com múltiplas pintas (nevos). Com o passar do tempo, o nevo cresce gradualmente e deixa uma mácula hipocrômica – manchas que sãos mais claras que a pele – que pode persistir por anos ou regredir gradualmente. A alteração, relativamente comum, é mais frequente em pintas do dorso.

O exame físico deste tipo de vitiligo é feito com a presença de um halo de despigmentação, hipo ou acrômico, ao redor de uma pinta preexistente, que pode ser notado apenas após bronzeamento da pele. Os exames diagnósticos são clínicos e anatomopatológicos.

Tanto o vitiligo perinévico quanto outros tipos de vitiligo causam sérios problemas relacionados ao convívio e à autoestima da pessoa que possui. Atualmente, há possibilidade de tratamento do vitiligo perinévico com laser. No entanto, entre os especialistas, a recomendação da retirada do nevo é discutível.