Câncer de próstata e impotência

Há várias formas de tratar o câncer de próstata. Se ele for diagnosticado no início, quando os sintomas praticamente não são percebidos, a próstata pode nem ser retirada e técnicas menos agressivas são utilizadas. Se a doença for encontrada em estágio avançado, a retirada é quase certa. Infelizmente, em 60% dos casos de cirurgia de […]

Publicado dia 05/04/2017 às 19:00

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Há várias formas de tratar o câncer de próstata. Se ele for diagnosticado no início, quando os sintomas praticamente não são percebidos, a próstata pode nem ser retirada e técnicas menos agressivas são utilizadas. Se a doença for encontrada em estágio avançado, a retirada é quase certa. Infelizmente, em 60% dos casos de cirurgia de retirada da próstata há lesão da enervação responsável pela ereção, podendo levar o homem à impotência. A prostatectomia radical é um grande fator de risco para a disfunção erétil, problemas de ejaculação e alterações na parte de orgasmo. A manutenção da função erétil é maior em homens abaixo de 65 anos. Fatores como diabetes, hipertensão, aterosclerose, taxas altas de colesterol, fumo e problemas cardíacos acabam interferindo na disfunção erétil pós-cirúrgica. Pacientes com algum tipo de disfunção erétil antes da cirurgia têm tendência a ter esse quadro agravado, contudo a retomada da função costuma ocorrer lentamente em um período de 12 a 18 meses após a cirurgia. Iniciar um tratamento o quanto antes ajuda e melhora as chances de recuperação.

Nos casos de tratamento cirúrgico da hiperplasia prostática benigna, o risco de disfunção erétil após ressecção transuretral de próstata é extremamente baixo em indivíduos potentes, porém é alto naqueles que já apresentam alguma disfunção prévia.