Fratura de pênis: isso realmente existe?

O pênis é um órgão que está sujeito a várias lesões, uma delas é a fratura peniana. Ela acontece quando há rompimento da túnica albugínea, membrana elástica interna ao pênis, associada à ruptura dos corpos cavernoso, tecidos esponjosos responsáveis pela ereção. Mas, segundo o urologista Pedro Henrique Lemos Moreira, o termo correto não é fratura […]

Publicado dia 15/06/2017 às 16:00

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O pênis é um órgão que está sujeito a várias lesões, uma delas é a fratura peniana. Ela acontece quando há rompimento da túnica albugínea, membrana elástica interna ao pênis, associada à ruptura dos corpos cavernoso, tecidos esponjosos responsáveis pela ereção. Mas, segundo o urologista Pedro Henrique Lemos Moreira, o termo correto não é fratura peniana, e sim ruptura peniana. “O órgão genital masculino não tem osso. No entanto, o nome fratura de pênis ficou popularmente conhecido devido ao estalido durante o rompimento da túnica albugínea. Mas ele não é correto”, diz.

Embora o rompimento seja raro, quem sofre a lesão consegue perceber imediatamente o traumatismo devido o barulho, dor, perda da ereção, inchaço e a deformação do corpo do pênis. Quando acontece a lesão, ela deve ser tratada imediatamente para evitar complicações futuras. No entanto, de acordo com o especialista, a maioria procura a emergência no dia seguinte, fato que dificulta a intervenção médica.

A causa mais comum da ruptura peniana é a relação sexual. Segundo o urologista, ela ocorre mais facilmente quando a mulher está por cima e tenta, em um movimento abrupto, introduzir o pênis na vagina. Nesse ato, o órgão masculino acaba sendo comprimido contra o períneo – região entre a vulva e o ânus – provocando a ruptura da túnica albugínea. Evitar esse tipo de posição sexual é uma forma de prevenir a lesão. A masturbação também é perigosa.

Além disso, de acordo com o Dr. Pedro Henrique, a lesão pode acontecer durante ereções noturnas. “Há riscos pois a ereção se dá de forma involuntária e o indivíduo pode rolar da cama, causando o trauma”, alerta. Outros fatores de risco são a amputação do órgão por arma branca, ferimentos penetrantes e ferimento por arma de fogo.